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Competições
Empresário busca viabilizar Mundial de Kart no interior de SP

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  • Publicado: 15/08/2019
  • Atualizado: 15/08/2019 às 0:54
  • Por: Leonardo Marson

O Brasil está muito próximo de receber pela primeira vez o Mundial de Kart, principal campeonato do planeta para a mais importante categoria de base do automobilismo. Nesta quarta-feira (14), Felipe Massa, presidente da Comissão Internacional de Kart da Federação Internacional de Automobilismo (CIK/FIA) e Ricardo Gracia, proprietário do Speed Kart, kartódromo localizado em Birigüi (SP), foram recebidos pelo Governador do Estado de São Paulo, João Doria, no Palácio dos Bandeirantes, e falaram dos planos para a realização do campeonato mais importante do kartismo do planeta.

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Iniciativa de Gracia (à direita) é apoiada por Felipe Massa e João Doria. (Foto: Governo do Estado de São Paulo)

O encontro, que ainda contou com a presença do pentacampeão da Stock Car Cacá Bueno, contou com representantes de empresas potenciais patrocinadoras do torneio. De acordo com Gracia, é necessário apoio para que o Mundial no Brasil seja viabilizado, o que deve acontecer até o mês de setembro. Para isso, o proprietário do kartódromo paulista busca patrocinadores para o campeonato. A sede do campeonato será definida em outubro, no próximo encontro do Conselho Mundial da FIA. A competição acontece em outubro de 2020.

Para viabilizar a realização do evento no interior paulista, Gracia espera obter apoio para outros dois campeonatos: o Brasileiro de Kart, competição mais longeva do esporte a motor nacional, e o Campeonato Paulista de Kart, que terá suas etapas realizadas no Speed Park. A competição nacional será em Birigüi caso o Mundial seja confirmado, e haverá transmissão dos canais Sportv tanto para o torneio nacional quanto o campeonato do mundo.

“Já fizemos o kartódromo pensando nas competições internacionais, tanto é que ele é totalmente construído respeitando as regulamentações e padrões do CIK/FIA”, disse Gracia, em entrevista exclusiva à RACING. O empresário admite ainda ter uma satisfação pessoal com a proximidade da confirmação do Mundial de Kart em Birigüi.

“É uma satisfação pessoal poder trazer para o Brasil o Mundial. Esse é um esforço da Comissão, não só meu, desde a Confederação Brasileira, a Federação Paulista, ambas com seus presidentes. O Felipe Massa como presidente mundial do Kart. Então é uma felicidade muito grande dizer que estamos trabalhando para viabilizar o campeonato”, explicou Gracia.

“Como empresário, eu diria que as cotas de patrocínio que serão vendidas para as empresas serão única e exclusivamente para poder viabilizar a logística, a hospedagem e a alimentação dos pilotos que virão competir”, completou o empresário, que frisou durante a apresentação feita nesta manhã que os equipamentos das equipes chegarão ao Brasil em 24 contêineres que atravessarão o estado do porto de Santos até Birigüi, além de 600 motores que serão trazidos de avião da Europa para o interior paulista.

Massa, que revelou nunca ter disputado o Mundial de Kart por não ter condições financeiras participar quando era mais novo, pretende possibilitar a pilotos brasileiros a chance de participar daquele que considera o mais importante campeonato do esporte a motor mundial.

“O kart é a escola. É onde o piloto jovem, que tem o sonho de chegar à Fórmula 1 e ser um vencedor no automobilismo, precisa de oportunidade. Eu nunca participei do Mundial de Kart porque não tinha dinheiro. Eu não tive a oportunidade na minha vida de ir lá para fora enquanto kartista, só corri no Brasil. Tive a chance de sair no automobilismo, mas o campeonato mais importante no kart é o Mundial, onde os pilotos de nível alto gostariam de participar”, disse Massa.

“Quando eu entrei no CIK/FIA, entre tantas coisas que precisam melhorar, uma delas é o campeonato do mundo. A maior parte dos eventos acontecem na Europa, onde estão as equipes, e eu falei ‘não, eu quero levar o Mundial para lugares onde a gente vai aumentar as chances de os pilotos participarem, mostrarem seus patrocinadores’”, comentou o atual piloto da Venturi na Fórmula E.

“E, lógico, o primeiro país seria o Brasil, por eu ser brasileiro e por toda a minha história no kart, os problemas que eu tive para correr por falta de patrocínio. Então acho que esse é o momento certo para isso, e para ajudar pilotos e o automobilismo do Brasil, pois hoje não temos pilotos na Fórmula 1”, completou o vice-campeão mundial de Fórmula 1 em 2008, que ainda exaltou a estrutura do Speed Park.

“Eu tenho certeza que esse será um momento único não só para o Brasil, mas também para o mundo. Fui ao kartódromo em Birigüi no ano passado junto do Ricardo, e é difícil encontrar um kartódromo no mundo com a qualidade e potencial de receber um evento como este como no Speed Park”, completou o piloto.