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Audi RS5 estreia nas hot laps do GP de Miami de F1

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  • Publicado: 05/05/2026
  • Atualizado: 05/05/2026 às 18:02
  • Por: Rodrigo França

Fabricante que faz sua temporada de estreia na Fórmula 1 como equipe oficial, a Audi trouxe novas experiências para o GP de Miami, disputado no último domingo (3) na região do Hard Rock Stadium. A marca promoveu a exibição do Audi RS5, modelo eletrificado que fez sua estreia oficial através do F1 Pirelli Hot Laps. Foi a primeira vez que um carro da marca das quatro argolas participou da ação. Na prática, convidados puderam andar ao lado de Markus Wilkelhock, piloto que disputou um GP na categoria máxima do esporte a motor mundial, em uma volta rápida pelo traçado de 5.412 metros.

Audi
Foto: Audi

O esportivo é equipado por um conjunto que conta com um motor V6 biturbo de 2,9 litros e um propulsor elétrico de 130 Kw, que geram, juntos, 639 cv de potência. O RS5 alcança os 285 km/h de velocidade máxima e pode fazer de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos. Além disso, o veículo conta com o sistema Quattro Dynamic Torque Control, que permite que a roda com maior aderência receba maior potência, evitando o chamado oversteer.

Wilkelhock teve uma passagem curiosa na F1. O alemão, que fez carreira nas corridas de endurance, disputou um único GP na categoria máxima do automobilismo, o GP da Europa de 2007, pela Spyker. Curiosamente, o piloto apostou em largar dos boxes com pneus de pista molhada, e viu a chuva cair logo após o início da disputa, tomando a ponta após todos visitarem os boxes. O alemão liderou seis voltas e abandonou na 13ª das 60 voltas. O piloto conversou sobre como foi participar das atividades da Audi em Miami.

Rodrigo França: Markus, como piloto com experiência no DTM, na Fórmula 1 e em corridas de endurance, o que significou para você ter essa oportunidade de levar convidados para uma volta de verdade aqui em Miami?

Markus Wilkelhock: Sim, foi definitivamente muito legal. Na verdade, foi por isso que decidi aceitar quando a Audi me perguntou se eu estaria disponível ou se teria tempo para fazer isso seis ou sete vezes por ano. Porque muitas vezes me perguntam como é a sensação de dirigir rápido em um autódromo. Ok, agora estamos falando de um carro de rua, não de um carro de F1, mas, mesmo assim, você pode dar aos passageiros uma pequena ideia de como é estar em um carro veloz em uma pista de corrida. Dei a eles uma pequena ideia disso. E isso é sempre o que eu gosto. Quando vejo as pessoas saindo do carro com um grande sorriso no rosto, é por isso que eu definitivamente estava ansioso para fazer esse tipo de trabalho este ano junto com a F1. É um carro novinho da Audi, super legal. Eu também participei dos testes de desenvolvimento. Fiz muitos quilômetros no Nordschleife, por exemplo. Fiz alguns ajustes, testei bastante lá. É por isso que é bom estar com esse carro novinho da Audi em pistas como essa. É algo muito especial também para mim.

Audi
Markus Winkelhock ao volante. (Foto: Audi)

RF: Nós sabemos que existe uma margem, um limite que vocês não podem ultrapassar. Mas para a pessoa que está ao seu lado no carro é como uma montanha-russa, certo?

MW: Para a maioria das pessoas é como uma pequena montanha-russa, isso é verdade. Nós vamos rápido, mas você não vai totalmente até o limite. Porque em um carro de corrida você tem que ir sempre a 100%, mas não em um carro de passeio e com um passageiro. Sempre há alguma margem de segurança. Mas é como você diz, ainda é rápido o suficiente para os passageiros se divertirem.

RF: Faz todo o sentido a Audi estar na Fórmula 1. Mas como é para você ver os quatro anéis aqui no paddock?

MW: Também é muito novo para mim. Eu também tive que me acostumar quando vi a apresentação do carro na Alemanha. Mas é legal vê-los aceitando esse desafio. Porque, com certeza, este é o nível mais alto do automobilismo mundial. E competir aqui definitivamente não é fácil. É preciso ter paciência, mas eles têm um objetivo. E se você olhar para a história da Audi, eles alcançaram todos os objetivos que tinham no automobilismo. Seja no Rally, no DTM ou em Le Mans. Então, eles aceitaram o próximo desafio e acho que não dá para esperar o título mundial este ano, provavelmente também não no ano que vem. Leva um pouco de tempo, mas estou muito convencido de que a Audi está se dedicando 100% para atingir suas metas. E vamos ver como será o futuro.

RF: Como tem sido acompanhar o Gabriel Bortoleto. É o segundo ano dele na F1, o primeiro com a Audi também. Ele já demonstrar ser um piloto experiente, assim como Nico Hulkenberg. Como você acha que ele está se saindo na Fórmula 1 até agora?

MW: Muito bem. A F1 é muito mais complicada, muito mais difícil do que parece de fora. Eu fiquei 19 anos fora do paddock da F1. E eu só acompanhava as corridas pela TV e pela internet. Mas há tantas coisas acontecendo nos bastidores, que a maioria das pessoas não sabe. Acho que ele (Bortoleto) está fazendo um ótimo trabalho. Além disso, para mim, Nico também foi, nos últimos anos, um piloto muito subestimado. Porque na maior parte de sua carreira ele estava competindo contra Sebastian Vettel, por exemplo. Ele estava vencendo todas as corridas com a Red Bull naquela época. Mas, para mim, ele nunca esteve no momento certo, no carro certo. E isso é definitivamente algo muito importante na F1. E é por isso que acho que, se você observar o desempenho de Nico na classificação, ele poderia ter estado na hora certa, no carro certo, provavelmente quase tão rápido quanto Sebastian Vettel ou tão bem-sucedido quanto ele.

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