Passei muito tempo buscando este comercial, que considero uma das melhores coisas já produzidas para o setor automobilístico. Foi demais a criatividade do pessoal da Hal Riney & Partners, de San Francisco, na Califórnia. CA. Os efeitos visuais do comercial foram produzidos pela Industrial Light & Magic (ILM). Ao assistir ao vídeo, você, com certeza irá concordar comigo, como todas as pessoas que tiveram acesso a ele em 1996. Entre neste link e assista a esta obra prima da propaganda (https://www.youtube.com/watch?v=pfuubAFXejY).
Vocês vão assistir, no comercial, uma enorme variedade de “appliances”, (eletrodomésticos), “enlouquecidos”, ganhando vida e saindo de casa para saudar, na rua, o novo Chevrolet EV1. O objetivo era mostrar o carro como o primeiro carro elétrico moderno.
Mas alguma coisa não deu certo e o EV1 teve um fim, além de trágico, polêmico, já que no início dos anos 2000 a GM recolheu as 1.117 unidades produzidas, entre 1996 e 1999, destruindo a maior parte delas, encerrando o programa.

Não lucrativo
Alegando que o projeto era caro não lucrativo, a empresa encerrou os contratos de leasing, mencionando inclusive a falta de peças para reposição. Ela não aceitou nem mesmo vender o modelo para clientes interessados em abandonar o leasing para ficar em definitivo com o carro. A decisão desagradou o mercado causando imensa controvérsia e protestos na época.
Por não ser entendida pelo público, essa decisão foi considerado um dos maiores erros (sem contar os atuais) e virou tema do documentário “Quem Matou o Carro Elétrico?” (“Who Killed the Electric Car?”). Apenas algumas unidades, cerca de 40 delas, foram doadas a universidades e museus, na maioria com motor inoperante.
Hoje o erro da GM, que tenta pegar o agora “bonde andando”, mostrou como uma tecnologia que muito prometia foi interrompida antes do tempo em razão de interesses corporativos, falta de infraestrutura de carregamento na época e foco da indústria em motores de combustão interna.
“Go, chico, go!”
Logo no início das entregas do EV1, que não era vendido, mas cedido pelo sistema leasing, fui aos EUA visitar sua fábrica, na mesma unidade que montava os veículos da marca Saturn em Lansing, Michigan. E lá andei no EV1, que só conhecia pelo belo comercial.
Após a apresentação técnica, fomos rodar. Acompanhado de um dos engenheiros responsáveis pelo projeto, entrei no carro e ele mandou apertar o botão de “start”. Foi o que fiz. E, como hoje sabemos que nada acontece, além de iluminar o painel, fiquei esperando o “ronco” do motor.
Daí ouvi o – go, chico, go!
Acionei o pé direito e o EV1 andou, silencioso como no comercial.
Mas não apareceu nenhum “appliances” pelo caminho.
Obs: meu amigo Wagner Aquino, achou o comercial para mim.


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