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McLaren admite demora para identificar falha no MCL33

Autor: Leonardo Marson


A demora em identificar um problema estrutural no carro fez com que a McLaren não introduzisse um carro com nova especificação durante a temporada deste ano da Fórmula 1, encerrada há dez dias com o GP de Abu Dhabi. Quem diz isso é o presidente-executivo da equipe de Woking, Xeique Mohammed bin Essa Al Khalifa.

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Após uma relação conturbada com a Honda, a McLaren passou a utilizar motores Renault nesta temporada, visando avançar no Mundial de Construtores. O que se viu, porém, foi uma forte queda de desempenho do time ao longo da temporada, terminando o ano apenas na sexta colocação do campeonato de equipes, atrás de Renault e Haas.

O problema que afetava o carro da McLaren era o excesso de arrasto e a falta de eficiência aerodinâmica nas curvas. Porém, de acordo com o dirigente, o time só percebeu essas falhas após a parada de férias de verão, em agosto, e que a solução seria um novo chassi.

“Se tivéssemos descoberto isso em abril, já teríamos um carro-B agora”, disse Al Khalifa, respondendo na sequência que o problema foi descoberto tarde demais. “Não foi antes das férias de agosto. No momento em que confirmamos, já era tarde demais”, seguiu o dirigente.

Apesar da demora em identificar o problema que ocorreu com o carro do campeonato deste ano, Al Khalifa garante que a McLaren aprendeu com o erro deste ano, e que ele não será repetido na próxima temporada, caso algo semelhante apareça no equipamento de 2019.

“Não sei se queremos revelar o que descobrimos e por quê, mas demos passos, e o desenvolvimento do carro do ano que vem nos ajudou a entender o que deu errado. Então, estamos confiantes. Sabemos por que não pudemos desenvolver o carro deste ano. Havia um problema fundamental, e acho que já lidamos com ele”, completou.

Para Zak Brown, diretor-executivo da McLaren, tão logo o problema foi identificado, a McLaren trabalhou para minimizar esta falha, e que o time conseguiu progredir, mesmo que isso não tenha aparecido no que diz respeito a desempenho em pista. O dirigente ainda garantiu não ter parado o desenvolvimento do carro em Barcelona.

“Específica e tecnicamente, sabemos o que fizemos de errado”, comentou. “Muito do que foi reportado sobre o desenvolvimento – como que paramos de desenvolver o carro em Barcelona – é totalmente impreciso”, explicou Brown, relatando que o time trabalhou no MCL33 até o GP dos Estados Unidos.

“Tivemos várias peças novas no carro até o GP dos Estados Unidos. Algumas dessas peças era para ajudar no atual carro e outras eram para validar aquilo que entendemos que era o problema do carro para que não repitamos estes problemas daqui em diante”, completou.

Foto: Getty Images


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