Testes na pós temporada... essa é a vida de um piloto!

Autor: Thiago Vivacqua


Vivacqua participou dos testes da GP3 e da Fórmula 2. (Foto: Dutch Photo Agency.)

A temporada chega ao fim, é verdade, mas o nosso trabalho e a nossa rotina nunca acabam. Por mais que você tente se “desligar” um pouco do automobilismo, a verdade é que a gente começa a sentir falta da velocidade e daquele cheiro de gasolina e óleo que ficam grudados na roupa, na pele e no cabelo no fim de um dia na pista. Foi assim comigo. Acabou a temporada da EuroFormula Open e aproveitei para viajar com a família, pegar onda e descansar em Portugal. Também aproveitei para colocar a Maya Gabeira para acelerar um kart, mas isso fica para depois que o programa que ela está gravando ir ao ar.

O tempo foi passando, começamos a planejar a temporada 2018 e apareceu a oportunidade de viajar para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e testar num carro da GP3 com a Campos Racing, a equipe com a qual eu disputei essa temporada completa, no circuito de Yas Marina, na semana seguinte em que o circo da Fórmula 1 esteve por lá e marcou a despedida de Felipe Massa da principal categoria do esporte. Agora, não teremos nenhum representante brasileiro na F1 em 2018.

Você pode pensar que esses testes de pós temporada são tranquilos e os pilotos não sofrem nenhuma pressão, certo? Errado! Os testes geralmente são o nosso primeiro contato com um tipo de carro e quando você começa a acelerar, você quer mostrar serviço e chamar a atenção de quem está te vendo. E foi assim que eu comecei acelerando o GP3… tudo novo para mim. O carro é mais forte do que o carro da Fórmula 3 e exige mais da parte física do piloto. É barra!

Consegui virar bons tempos, andei com o tempo bem próximo dos mais rápidos. O circuito de Yas Marina permite uma adaptação fantástica… algumas voltas e, depois que você para de admirar a beleza que os árabes construíram, você pega a mão da pista e ganha uma confiança incrível!

Depois dos bons testes na GP3, fui convidado pela Racing Engineering para testar o Fórmula 2 deles. Que carro! Um dos carros mais fortes que eu guiei até hoje, mas foi uma aventura. Tive que ir para a equipe fazer assento, pegar dicas do carro e entender o funcionamento dessa máquina nova para mim. Saí da equipe por volta de 3 horas da manhã e fui empolgado para mais um dia de pista. Algumas voltas para pegar a mão do carro e pé no fundo sempre… fiz boas voltas e saí de lá com a alma lavada.

Agora é preciso definir o futuro… todas as cartas estão na mesa e estamos ponderando qual será a melhor opção para a temporada 2018. Vamos estudar cada oportunidade para tentar tomar a melhor decisão possível.

Por enquanto, vamos matando a saudade de acelerar do jeito que dá… O próximo desafio é pelas 500 Milhas de Kart, na Granja Viana.

Foto: Dutch Photo Agency.


Comentários