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Massa e Barrichello não veem brasileiros na F1 a curto prazo

Autor: Leonardo Marson


Fórmula 1 não terá brasileiros no grid pela primeira vez desde 1970. (Foto: Ferrari)

Quando começar, com a largada para o Grande Prêmio da Austrália no dia 25 de março, a temporada 2018 da Fórmula 1 não contará com a presença de brasileiros no grid pela primeira vez desde 1970. E os principais nomes do País na história recente da categoria, Felipe Massa e Rubens Barrichello, não acreditam na chegada de um piloto do País ao mundial em curto prazo.

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Massa se aposentou da Fórmula 1 em 2017, após passar as últimas quatro temporadas na Williams, e lamenta não haver ninguém do País no grid este ano. O vice-campeão mundial de 2008, que participou no último final de semana da etapa de abertura da Stock Car em São Paulo (SP), também não vê ninguém pronto para alcançar a categoria máxima do automobilismo mundial em um espaço de tempo curto.

Massa se aposentou da F1 no final do ano passado. (Foto: Bruno Terena)

“É o que a gente gostaria”, disse Massa, sobre ter um brasileiro na Fórmula 1. “Eu, sem dúvida, torço para que isso aconteça. Sou brasileiro, torço para o meu país e eu quero que tenha um piloto brasileiro lá representando nosso país. Torço muito para que isso aconteça. Neste momento, eu não tenho uma indicação clara de um nome que pode chegar na Fórmula 1 tão rápido”, seguiu o piloto.

Também em Interlagos, onde terminou a Corrida de Duplas da Stock Car na segunda posição, Rubens Barrichello, recordista de largadas na principal categoria do automobilismo mundial, acredita que o esporte a motor nacional precisa crescer para voltar a ter pilotos na Fórmula 1. E isso passa também pelo aumento do nível técnico das categorias nacionais.

Na Stock Car desde 2012, Barrichello acredita que o salto do Kart para as categorias de Fórmula são o maior obstáculo dos pilotos brasileiros atualmente. (Foto: Fernanda Freixosa)

“É um momento em que o automobilismo brasileiro necessita de um up, pois não temos pilotos brasileiros na Fórmula 1, então a gente precisa reavaliar a história toda para, realmente, dar esse empurrão que a gente precisa para daqui há algum tempo, que não vai ser tão curto assim, a gente poder ter brasileiros de volta lá”, explicou Barrichello, que vê no salto do kart para os carros como o principal obstáculo para os pilotos do País.

“O kart no Brasil é muito forte. Mas a gente precisa fazer com que a gente possa empurrar o garoto do kart a fazer ou uma categoria de Fórmula no Brasil, ou, que o Brasil possa ajudá-lo a iniciar uma carreira lá fora. Esse momento está muito difícil. Muitos pilotos ótimos, como o [Felipe] Fraga, vão para a Europa, não tem a situação financeira, e tem que voltar. Então a gente precisa, nessa base inicial, empurrar para que o brasileiro possa chegar com o brilho como sempre chegou”, completou Barrichello, que disputou uma temporada na Fórmula Ford antes de migrar para a Europa.

Atualmente, o Brasil conta com apenas um campeonato nacional para quem busca seguir carreira em monopostos, a Fórmula 3 Brasil. O torneio, porém, passa por dificuldades e não tem calendário definido para este ano. Há ainda torneios regionais, como as Fórmulas Inter, Vee e 1600, todas baseadas em São Paulo. Uma das últimas iniciativas nacionais para um campeonato de monopostos foi a Fórmula Futuro, criada por Massa e que teve apenas dois campeonatos, em 2010 e 2011.

Fórmula Futuro foi criada por Felipe Massa, e tem em Vitor Franzoni o único piloto que segue em categorias de monopostos até hoje. (Foto: Carsten Horst)

“A Fórmula Futuro não deu certo porque era a categoria mais barata e não tinha piloto para correr. E faltou ajuda de empresas também. Comprei do meu bolso 20 carros, e corriam 11 pilotos. Era a categoria mais barata do mundo e não tinha piloto para correr. No final, a gente fez a categoria por dois anos e tive que encerrar”, disse Massa. Do torneio, apenas Vitor Franzoni, hoje na Indy Lights, segue correndo em monopostos.

É justamente em um piloto que faz neste ano a transição do kart para os Fórmulas em quem Felipe Massa aposta como um possível novo nome brasileiro para alcançar a Fórmula 1. Caio Collet foi terceiro colocado na categoria KF-Junior do Mundial de Kart em 2015, e estreou neste ano nos carros, garantindo uma vitória na Fórmula 4 Emiratense, em Yas Marina. O paulista agora se prepara para estrear na Fórmula 4 Francesa.

“Se eu tivesse que apontar um nome, até porque ele correu comigo na corrida de kart da Granja Viana, eu vi o jeito que ele é, o estilo de pilotagem, o que ele faz, a inteligência e a velocidade que ele tem, tudo em geral. O que ele está fazendo agora no primeiro momento em categoria de Fórmula é o Caio Collet. Para mim, esse é o nome mais forte que a gente tem no Brasil para chegar na Fórmula 1 e representar o País muito bem”, finaliza Massa.

Caio Collet deixou o kart neste ano e disputará a Fórmula 4 Francesa. (Foto: Fórmula K)


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