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Seis canecos na pista!

Autor: Leonardo Marson


Não chega a ser segredo, bastante gente vazou o assunto nas redes sociais na semana passada, mas a confirmação do Paulo Soláriz, um dos promotores da Old Stock Race, só veio no fim da tarde de sábado: a categoria trará seus belíssimos carros a Cascavel no início de novembro para as corridas que vão compor a programação preliminar da edição cinquentenária da Cascavel de Ouro.

Não vai ser uma prova de exibição, como foram as apresentações que a Old Stock Race teve em 2016 nas pistas de Goiânia e Curitiba. Serão as corridas da oitava e penúltima etapa do Campeonato Paulista da categoria. Campeonato Paulista no Paraná? Sim, isso mesmo. As regras do automobilismo permitem. Para usar exemplo recente, uma das etapas do Paulista de Marcas & Pilotos de 2013 aconteceu em Curitiba. O motivo, aliás, foi o mesmo de agora: o fechamento do autódromo de Interlagos para a eterna obra de reforma que antecede a Fórmula 1. Cabem meus desconfiados parênteses: bastante gente deve embolsar uma grana considerável com esse festival de obras que não terminam nunca, porque o que já se gastou nessas adequações seria suficiente para a construção de bem mais que um autódromo belo e moderno. Parênteses fechados.

Bem, a SP Turis mandou fechar Interlagos mais cedo que o previsto para as obras que não terminam nunca e as categorias do Campeonato Paulista de Automobilismo viram-se sem pai nem mãe, tendo as corridas previstas para 2 e 3 de setembro suspensas pela Fasp, a Federação de Automobilismo de São Paulo.

Cheguei a sugerir a alguns amigos do automobilismo paulista que viabilizassem a reposição da etapa cá em Cascavel, onde as condições financeiras para isso são bem mais atrativas – entendo que isso poderia compensar a despesa extra com deslocamento e hospedagem. A ideia não atraiu tanta gente quanto poderia, mas interessou aos organizadores da Old Stock Race, com quem conversei bastante durante as últimas semanas até que o acordo fosse costurado, com a devida anuência da Fasp. A maior de todas as edições da Cascavel de Ouro estará acompanhada não só pelos pilotos e carros da categoria como também pelos aficionados pelos modelos Opala e Caravan, que costumam acompanhar em peso os eventos da categoria, que acabam dando algumas voltas pela pista de corrida com seus belos carros de rua, coisa que seguramente vamos viabilizar também no evento de 5 de novembro pelas bandas de cá.

No último fim de semana, durante a primeira etapa do Porsche Império GT3 Cup Endurance Series, recebi informalmente (logo, não vou escrever que “agora é oficial”; aliás, eu jamais usaria essa expressão em circunstância alguma) duas informações sobre a Old Stock Race que são novidade completa para mim. Uma, pela minha total falta de observação: todos os carros do grid têm o modelo de 1979 do Opala. Outra, imagino que seja novidade para bastante gente: a Old (já estamos quase íntimos, posso chamar só de “Old”) caminha a passos largos para ter já em 2018 uma série de acesso baseada no Opala 250c.

Enquanto 2018 não chega, Cascavel espera a Old de braços abertos. Dois ou três dos cascavelenses, aliás, com atenção especial. São os pilotos que vislumbram a possibilidade de integrar o grid da categoria diante da torcida local.


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